O cinema brasileiro sempre deu motivos para ser celebrado. Não seria diferente neste ano, depois de quatro indicações ao Oscar com O Agente Secreto, dirigido pelo cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho.
Não à toa, o longa, que começou sua bela trajetória no Festival de Cannes do ano passado, é um dos homenageados da sétima edição do Curta na Serra. Algo que celebra não só a obra, mas também todos os seus competentes profissionais envolvidos.
Por tantos motivos, é tempo de celebrar! Nossa cultura, tão rica e diversa, tem sido retratada com mais potência e, com isso, amplia sua abrangência e alcança um público ainda mais plural. Para esta sétima edição do Curta na Serra, batemos recorde de inscrições: foram quase 1.200 títulos, de todas as regiões do Brasil. Entre ficções, documentários, filmes experimentais, animações e videoclipes, encontramos um recorte contemporâneo da rica produção audiovisual em nosso país.
Essa imensidão de possibilidades narrativas, que retratam diversos Brasis, deve-se muito ao desejo criativo (e resistência) de seus realizadores e realizadoras em contar nossas histórias, nossos costumes e nosso cotidiano com os mais diversos sotaques, personagens, sentimentos e reflexões. São essas histórias e vivências que levam nossa identidade para todos os cantos do país e do mundo; que geram empregos, atravessam fronteiras e exportam talento e criatividade.
Para esta edição do Curta na Serra, pensamos em uma curadoria diversa que destaca a potente evolução da produção de curtas-metragens brasileiros, videoclipes e de seus realizadores e realizadoras nos últimos três anos; o impacto que estes filmes tiveram em plateias do mundo todo, a forma como dialogam com o público e a força que carregam em suas narrativas, que proporcionam diversas discussões.
Divididos em três mostras e uma sessão especial, os títulos apresentam temáticas importantes que rendem debates necessários entre diversos gêneros. Além do entretenimento, a programação se expande para uma conversa ampla entre os selecionados e suas histórias e, com isso, pretende construir uma interação entre público e realizadores sobre o Brasil atual, a força e a importância da cultura e de políticas públicas do audiovisual, além de celebrar a potência do cinema brasileiro. O audiovisual brasileiro merece aplausos e uma plateia lotada que sente orgulho do que vê; que se identifica, que discute, que propõe, que constrói, que pensa coletivamente.
No ano em que o cinema brasileiro celebra tantas conquistas, de bilheteria e premiações internacionais, seguimos enaltecendo os profissionais do audiovisual que fazem história e espalham nossa cultura em diversos gêneros e formatos. É emocionante (e instigante) acompanhar o desenvolvimento dessa indústria potente e vibrante que nos enche de orgulho. Seguimos juntos!